Stephen Curry agora tem endereço fixo para quem quiser provar o bourbon que leva o seu nome: o Eighth Rule, bar inaugurado em outubro de 2025 em San Francisco, é o primeiro negócio do armador com porta para a rua. Mas a regra que dá nome ao lugar também vale para o dono - durante a temporada da NBA, Curry não bebe uma gota de álcool, nem no próprio bar.
Um bar com a cara de Curry
O Eighth Rule funciona em duas salas estreitas, com capacidade para cerca de 40 pessoas, decoradas com madeira escura, detalhes dourados e teto abobadado - uma estética que remete aos bares clandestinos da Lei Seca americana. O acesso é só com reserva. No cardápio, drinques entre US$ 22 e US$ 28, além de uma degustação de seis etapas por US$ 145 montada em torno do Gentleman's Cut, rótulo que leva a assinatura de Curry. Do outro lado do saguão do mesmo hotel fica o Bourbon Steak, restaurante do chef Michael Mina, que abriu em conjunto com o bar. O toque mais comentado, porém, está no copo: o gelo é esculpido em formato de bola de basquete.
A água era dele
Quem trouxe à tona o contraste entre o empreendimento e o hábito do dono foi Ayesha Curry. Na véspera do confronto do Warriors contra o Lakers, ainda na pré-temporada, ela publicou uma foto ao lado do marido pedindo "1 Hugo spritz e uma água para o cavalheiro" - a água, claro, era a dele. O post, de 6 de outubro, trazia a legenda "Game day tomorrow" e funcionou como piada bem-humorada sobre uma regra que Curry já havia explicado publicamente. Em entrevista à revista Esquire, em 2023, o armador contou que só bebe álcool de fato nas férias, citando como exemplo uma tequila com refrigerante em um campo de golfe. Durante a temporada, disciplina total.
Negócios fora de quadra, foco dentro dela
O bar se soma a um portfólio que já incluía o próprio bourbon, a marca esportiva Curry Brand e uma produtora de filmes. Aos 38 anos, Curry trata o corpo com o mesmo rigor com que trata os contratos: em setembro, assinou uma extensão de dois anos e US$ 116 milhões com o Warriors, decisão em que, segundo o próprio jogador, abriu mão de parte do dinheiro por entender que a lógica financeira da NBA não reflete o mercado "real". Dentro das quatro linhas, ele segue como o nome de maior apelo comercial da liga, best-seller entre as camisas mais vendidas da NBA na atual temporada - prova de que a popularidade de Curry não dá sinais de desaceleração, mesmo fora das quadras.